O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi o primeiro governador  do Brasil a tomar providencias para conter o Coronavírus. Fechou as escolas e todos os locais públicos que não eram essenciais, resistiu  até mesmo às pressões do governo federal para liberar o comercio, resistiu a uma juíza que queria a reabertura e prorrogou o reinicio das aulas. Então, o que levou o governador a reabrir os templos religiosos? Pressões de pastores. Com a pandemia em alta, alguns pastores se reuniram com o governador no dia 28 de Maio às 13 horas, para pressionar pela reabertura dos templos. A reunião, segundo alguns participantes, foi tensa “mas a maioria venceu”. E o governador  cedeu. Autorizou a reabertura mas com várias restrições.

Mas há uma série de restrições para essa retomada. O uso de máscaras é obrigatório em templos religiosos e as atividades deverão, preferencialmente, ser realizadas por meio de aconselhamento individual, a fim de evitar aglomerações. O GDF também recomenda que reuniões coletivas sejam feitas pela internet.

Presencialmente, fica autorizada a realização de cultos, missas e outros rituais apenas em locais com capacidade para mais de 200 pessoas, desde que observados os protocolos sanitários de combate ao coronavírus. Entre eles a disponibilização, na entrada dos locais de celebração, de produtos para higienização de mãos e calçados, preferencialmente álcool em gel 70%, e afastamento mínimo de um metro e meio de uma pessoa para outra, com demarcação específica nas cadeiras para acomodação dos fiéis.

Uma fileira de cadeiras deve estar ocupada e outra desocupada, alternadamente, e está proibido o acesso de idosos com idade superior a 60 anos, crianças com idade inferior a 12 anos e pessoas do grupo de risco (com comorbidades, baixa imunidade etc). A recomendação é para que se evite o contato físico entre as pessoas.

É proibida a entrada e a permanência de pessoas sem máscara de proteção facial e deve ser feita a medição da temperatura corporal, mediante termômetro infravermelho sem contato, dos frequentadores na entrada do estabelecimento religioso. Ficando vedado o acesso daqueles que apresentarem temperatura igual ou superior a 37,3 graus.

As celebrações presenciais devem ser feitas em horários alternados em intervalos de, no mínimo, duas horas, de modo que não haja aglomerações internas e nas proximidades dos estabelecimentos religiosos. Uma placa deve ser afixada em local visível e de fácil acesso, com informações sobre quantidade máxima permita de frequentadores e metragem quadrada.