OPINIÃO

Por: Diná Oliveiramerendeiras

“Em tempos difíceis é o momento de darmos as mãos e nos auxiliarmos e não de usar inocentes como reféns para reivindicar aumento”

Mais uma vez o drama de milhares de alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal. Mais uma vez as reivindicações dos professores, que se esquecem de sua tarefa Sublime, ensinar e construir um futuro para as gerações.

E mais uma vez o mesmo motivo torpe. Aumento de salários. Egoísmo e interesses próprios vão deixar milhares de crianças e adolescentes sem aula. Será que os “mestres” não pensam?

Analisando: os salários dos professores do Distrito Federal são os maiores do Brasil. A média salarial é de R$ 6.000,00, enquanto em São Paulo é de R$ 2.500,00. A crise que atinge todo o país, que deixa milhões de desempregados, não foi levada em conta. O fato de muitas crianças e adolescentes abandonarem os estudos, pelo desânimo das greves anuais, também não. O que querem os professores do DF? Quem quiser experimentar visitar o estacionamento de uma escola vai entender que, de acordo com os carrões estacionados, eles não tem problemas financeiros. Os pais, que deixam uma fortuna em material escolar e não tem o retorno, pois a qualidade dos professores, de pelo menos 40% deles, é péssima, se perguntam o que fazer pelos filhos.

As leis deveriam mudar. Se um professor não tivesse toda a segurança de não ser despedido, é muito pouco provável que dessem tantos atestados e fizessem greves. Com a atual situação do Brasil. Quem não quer um emprego onde possa ganhar 6.000,00, não fazer nada  e ainda ter a segurança total e absoluta de não ser dispensado do emprego. Qualquer um daria o seu melhor. Mas hoje em dia os “mestres” não pensam mais que são luzes para os pequenos alunos que estão iniciando sua jornada rumo ao saber. Pensam apenas nos cifrões que entram no banco, em trabalhar menos, dando atestados e tirando abonos na metade do ano.

Mas, conhecemos alguns professores que são nota 10, como a professora que recebeu o Mérito do Distrito Federal. A professora Gina Vieira Pontes de Albuquerque. Essa com certeza não faz greve para ganhar mais. Porque ela sabe que aqueles que dependem dela são dependentes totais, física e psicologicamente. A esses professores que não aderem às greves anuais no DF, nossos parabéns e respeito. Quanto aos outros…lamentamos muito, que tantos alunos vão desistir de estudar por causa deles. Só podemos nomeá-los insensatos, egoístas e irresponsáveis.