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Bertolt Brecht escreveu o texto a seguir “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Por ser um pensamento particular coloquei minha própria foto

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Em uma análise mais profunda eu diria que esse analfabeto comete muito mais erros. Primeiro, e entre esses está o mais grave. Aceita dinheiro, cestas básicas, remédios, ou promessa de cargo para trabalhar para um político. Não trabalha por um ideal que beneficiaria a todos. E depois fica reclamando quando “seu” político descumpre as promessas feitas. Qual o compromisso que um político (corrupto), tem com o eleitor ou cabo eleitoral que já recebeu (corruptor) pagamentos pelo seu apoio?

Segundo, o político tem um partido. Esse partido tem uma ideologia e as pessoas não votam em ideologia. Escolhem um presidente da República do PMDB (fictício), porque o cara é do maior partido do Brasil. Escolhem um governador do PT (fictício), porque o cara fez as promessas e ele gostou. Escolhem um senador do PSDB (fictício), porque o cara tem os olhos lindos e fala palavras tão bonitas. Escolhe um Deputado Federal do DEM (fictício), porque o cara é do seu estado natal. Escolhe um deputado do PEN (fictício), porque é mulher e muito bonita. Como esses políticos vão governar,  aprovar leis, destinar verbas ou liderar um país? Os governadores e prefeitos precisam do Presidente da República. Se o governador ou prefeito for oposição ao presidente pode esperar retaliação. O governador, vamos falar do governador do Distrito Federal, necessita da Câmara Legislativa para governar. Sem esse apoio essa missão se torna impossível. A CLDF, se for inimiga política do governador, vai vetar todo projeto, toda destinação de verba e tudo mais que não seja de seu interesse. Vai “chantagear” o governo com cargos políticos e com obras que beneficiem seus eleitores “bairristas”. Não vão legislar em beneficio da coletividade e sim de alguns poucos (corruptor). O governador por sua vez fica sem escolha. Ou cede às “chantagens”  e se torna corrupto ou fica de pés e mãos atadas e o Estado para.

Os opositores por sua vez aproveitam-se da mídia, na sua maioria corrupta (leva o “seu” prá publicar o que os opositores querem que a população saiba) para deflagar notícias mentirosas e deturpadas a uma população sem senso crítico, levada por ventos contrários. Quantos de nós já parou para analisar friamente a situação do DF? Para ver os projetos do governo sem estar “do lado” desse ou daquele? O governador está só. Os deputados são inimigos mortais dele. Só deixam passar o que interessa. Só aprovam e apóiam o que interessa para seus setores eleitorais. Não se iludam com apoio à diminuição das passagens, eles só se mobilizaram porque isso poderia lhes render votos, ou não. Não porque estavam preocupados com a população. Se assim fosse, porque os deputados não “libertam” as cidades satélites, que há muito deixaram de ter esse nome? É só regulamentar o Artigo 12 da Lei Orgânica e as cidades do Distrito Federal teriam seu próprio prefeito, sua Câmara de Vereadores e seriam independentes. Mas se assim for, os candidatos perdem seus “currais eleitorais”. É assim que eles chamam as cidades. Somos animais em “currais”, para votar. Mais nada. E esta é só uma das coisas que poderiam mudar se não fossemos “Analfabetos Políticos