CPI

Mais um escândalo. Será que Brasília merece ou suporta mais um? Estamos assistindo algo que mais parece uma encenação, onde cada ator tem seu papel já definido e um único objetivo: prejudicar alguém. Aliás, esta é uma nova forma de fazer política (ou politicagem), apoiada e difundida pela grande mídia,  no Brasil. Não apresentar trabalho e servir aos objetivos da política, mas sim denegrir e acusar o opositor. Parece que voltamos aos tempos do coronelismo. A diferença é, não se manda matar com armas, usa-se a delação, gravações e arrasta-se familiares e amigos sem nenhuma ética ou preocupação. A população? Esta sequer passa pela cabeça dos políticos, que esquecem porque foram eleitos e qual seu dever.

Foi o que aconteceu no depoimento de vice governador Renato Santana à CPI da Saude. Em nenhum momento se viu objetividade de investigação real. As perguntas foram voltadas para comprometer o vice governador e o governador. Nenhuma tentativa, como disse Renato Santana, de focar na investigação de pagamento de propina e quem autorizou. Renato foi “espremido” para comprometer Rollemberg e o governo do Distrito Federal. Enquanto  o objetivo dos deputados era trazer duvidas sobre a conduta do vice governador e do próprio governador, este se saiu brilhantemente. Deu todas as respostas de forma direta e objetiva e cobrou o verdadeiro foco da CPI da Saúde, a saúde do Distrito Federal . Renato Santana, como ele próprio destacou, não é um denunciante nem um  conspirador. Ele foi uma vitima de gravação traiçoeira, feita por sabe-se lá quais propósitos, em um momento de intimidade no qual estava visitando um amigo doente.

Renato Santana, deputado Bispo Renato e o advogado Caputo

Renato Santana, deputado Bispo Renato e o advogado Caputo

“Não tenho nenhuma relação com a Marly. Foi apenas um encontro casual. Eu estava visitando um amigo que era amigo dela também. Falamos de vários assuntos, incluindo o pagamento de  10% de propina, que eu já havia levado ao conhecimento do governador de forma informal. Ela me disse que não eram 10% e sim 30%. Eu afirmei que só tinha conhecimento dos 10%. Falamos de muitas coisas mais. Não tive nenhum tipo de precaução, pois pensei que estava comentando assuntos informais na casa de um amigo”, disse Renato ao ser perguntado sobre sua relação com a presidente do SINDSAUDE. Renato esclareceu ainda que não existe nenhuma divergência entre ele e o governador Rodrigo Rollemberg. Se os políticos pensassem só um pouquinho na situação de Brasilia, nunca daria credito a uma gravação clara para prejudicar o andamento de um governo que está lutando para sobreviver em meio a maior crise política, social e financeira que o país já teve