karate-foto9No último sábado, dia 17, ocorreu o encerramento do ano letivo envolvendo as atividades de karatê, promovido pela Federal de Karatê-Do Tradicional do DF, ocasião em que foram graduados os novos faixa preta em karatê, na presença de inúmeras autoridades, dentre elas o presente o Presidente de honra da Federação de Karatê-Do do Distrito Federal, o mestre Jakson Pereira da Silva, 8º DAN.
O Karatê, em japonês, quer dizer “caminho de mãos vazias”. Trata-se de uma arte marcial japonesa desenvolvida a partir do Kenpô chinês, em particular do kun-Fu da China meridional e teve suas origens mais distantes no ano 4000 a.C., ainda, na Índia, criado pelo monge Budiardharmas no século IV a.C, considerado o pai das artes marciais, sendo, essencialmente, uma arte de luta praticada em pé, na defesa, ataque e contra-ataque, de golpes praticados com as mãos vazias, além de pontapés, chutes, bloqueios de articulações etc.
karate-foto12O karatê atual foi desenvolvido e sistematizado na Ilha de Okinawa, Japão, a partir do século 19, por Gichin Funakoshi (1868-1957), considerado o pai do karatê moderno. Para obter a graduação de faixa preta, o karateca precisar treinar, no mínimo, seis anos, de forma habitual e contínua, ser avaliado trimestralmente e passar por nove faixas anteriores, iniciando na faixa branca. Hoje o karatê tem, aproximadamente, vinte e cinco milhões de praticantes no mundo e participará da próxima Olimpíada no Japão em 2020.
karate-foto15Os treinos de karatê podem ser divididos em três partes: Khiron, kata (katá) e kumitê, sendo: khiron: o estudo dos movimentos básicos; kata: a forma, padrão, uma espécie de luta contra um inimigo imaginário, expressa em seqüências fixas de movimentos fortes e consecutivos; o kumitê: (encontro das mãos), é a luta, propriamente dita, pode ser combinada entre os lutadores, seu objetivo é demonstrar técnicas de ataque, defesa e contra-ataque, permite desenvolver táticas e estratégias.
A expressão OSS significa ao karateca a forma de se apresentar no Dojo (tatame), no início e no fim de cada exercício, quando são usadas as expressões hajimê (começar) e yamê (parar).
No último encontro dos karatecas foram avaliadas as condições técnicas dos praticantes, como a velocidade de reação; velocidade de deslocamento; velocidade dos movimentos (pernas e braços) para golpear; força explosiva; potência do golpe; equilíbrio; resistência ao cansaço; agilidades e retorno na execução do exercício do kata; coordenação motora e flexibilidade etc.

Sansei Jackson Pereira, Aldêmio Ogliari, Yasutaka Tanaka, José Sobrinho e Reginaldo Miguel

Sansei Jackson Pereira, Aldêmio Ogliari, Yasutaka Tanaka, José Sobrinho e Reginaldo Miguel

Estavam presentes karatecas de varais academias vinculadas à Federação de Karatê-Do Tradicional do Distrito Federal, que é ligada à CBKT – Confederação Brasileira de Karatê-Do Tradicional.
Compareceram, também, os professores Reginaldo (faixa preta 4° Dan), da Academia Reido-kan, localizada na QNM 24, Conj. B, lote 28, Ceilãndia Norte, fone 3373.9947, evento sob o comando do Mestre Jackson Pereira da Silva (faixa preta 8° Dan) e presidente de honra da Federação de Karatê-Do Tradicional do Distrito Federal, além de parentes dos karatecas e simpatizantes de artes marciais e outros mestres de karatê.
A autoridade principal presente no evento foi a do mestre Yasutaka Tanaka, nascido em 1936, no Japão e, após o término da Segunda Guerra Mundial mudou-se para o Brasil, no final da década 50, trazendo consigo toda experiência para ensinar artes marciais em nosso país. Fixou residência no Rio de Janeiro, ou mora até hoje, Tanaka atualmente ocupa a graduação máxima do karatê mundial, o 10º Dan.
É com satisfação que registramos a participação do Consultor Jurídico do Jornal Ceilandense, o advogado Aldêmio Ogliari, que estava no encontro dos karatecas e foi graduado novo faixa preta, ocasião em que ele contou com a torcida da direção do Jornal Ceilandense.