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O inicio de um grande passo. Luzia de Paula com o dep. Cristiano Araújo e o diretor da ASVECOM Fabinho Dias

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A diretoria da ASVECOM. Annie, diretora administrativa. Ana Neves, Vice presidente. Edvaldo Brito, presidente e os diretores Ataíde e Pastor Geraldo

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A deputada Luzia de Paula (ao centro), presidente da Audiência Publica. Da esquerda para a direita: André Duda, coordenador de publicidade da CLDF. A Subchefe de Publicidade e Propaganda, Thiara Zavaglia e o O chefe da Comunicação Institucional e Interação Social Luciano Suassuna.

asvecom asvecom3 Uma Audiência Pública inédita na Câmara Legislativa. Pela primeira vez na história da casa um Plenário reuniu tantas pessoas ligadas ao Jornalismo Comunitário. E esta é a trajetória da deputada Luzia de Paula nesta relação com esse seguimento. Em 2014 a parlamentar abraçou a luta das Mídias Comunitárias, mesmo correndo o risco de ser discriminada pelos “grandes e poderosos”, da imprensa, o que aconteceu. Os grandes jornais a perseguem até hoje pela lei elaborada e aprovada pela parlamentar.

Um pouco da história do “Projeto Robin Hood”

O começo realmente foi na sede da ASVECOM. Há muito os diretores de jornais sonhavam com uma forma se livrar do jugo pesado em relação às mídias do governo. Levavam às reuniões deputados, secretários de governo, senadores, etc. Em 2011 o deputado Cristiano Araújo se sensibilizou com a luta dos jornalistas e fez um Projeto de Lei destinando verba para os “alternativos”, como eram chamados à época. O projeto foi rejeitado por ter caído em ilegalidade.  Em 2013 alguns diretores de jornais procuraram o gabinete da deputada Luzia de Paula para relatar o grande problema que envolvia essa categoria. Uma trajetória de humilhação e sofrimento, procurando a cada legislatura um deputado para ser “padrinho” do jornal e liberar uma mídia. Se o deputado, ou governador, que o veículo apoiou não se elegesse eram quatro anos sem propaganda ou publicidade oficial. Começava a corrida com o “pires na mão”, pedindo a um e outro para dar apoio. A deputada, sensível à dor dos menos favorecidos, abraçou a causa e elaborou o Pelo 51, que foi aprovado com muita luta e resistência por parte de alguns deputados. Tiveram também apoios importantes como da ex deputada Eliana Pedrosa, que foi a relatora do Projeto, de Celina Leão, Liliane Roriz, Wellington Luiz, Cristiano Araújo, Claudio Abrantes, Joe Valle. Mas tiveram algumas resistências ferozes, como o do deputado Chico Leite, que se posicionou contra o Pelo e contra os jornais indo à, inclusive, à “grande mídia” dar entrevista nesse sentido. Mas o empenho e firmeza de Luzia de Paula deram a vitória aos jornais. O Pelo 51 foi aprovado e se tornou Elo 74 e os jornais deixaram de ser “alternativos” para se tornar “comunitários”. Deixaram de correr atrás de políticos para barganhar e passaram a ter direito a 10% do orçamento de publicidade do GDF. Passaram a poder cobrar do governo o cumprimento da LEI. Passaram a ter dignidade e respeito. Deixaram de correr atrás dos políticos para serem procurados por estes.  Um passo enorme uma vitória.

A história hoje

Mesmo com a lei algumas pessoas continuaram com um pé no passado, tornando necessário que mais um marco fosse estabelecido. E mais uma vez o gabinete da deputada Luzia de Paula saiu na frente e realizou a Audiência Pública para ouvir o governo e os diretores de Associações e Cooperativas dos veículos de comunicação.

Foram convidados para o evento Renato Rainha, do Tribunal de Contas, que não compareceu. O chefe da Comunicação Institucional e Interação Social Luciano Suassuna. A Subchefe de Publicidade e Propaganda, Thiara Zavaglia. O Coordenador de Publicidade da Câmara Legislativa André Duda e o  assessor parlamentar Claudio Alcântara, que foi um dos grandes ícones em todo o processo de elaboração do Pelo 51.  A deputada presidiu a Audiência que foi aberta às 19 horas.

Os principais temas do evento giraram em torno do péssimo atendimento das agencias de publicidade que não recebem os veículos de comunicação, não pagam em dia e não estão integradas no plano de transparência do governo. A falta de respeito aos jornais na relação com a Comunicação Institucional e Interação Social e a necessidade da criação de uma subchefia, dentro da secretaria, voltada para a nova realidade dos Veículos de Comunicação Comunitária. Alguém que entenda os anseios, a Lei e reconheça os direitos conquistados desta nova categoria. A necessidade da criação de normas para que o relacionamento entre a Comunicação Institucional e os veículos se torne mais transparente e compreensível, como a classificação dos jornais e blogs sem a interferência dos conceitos pessoais.

Os participantes saíram da audiência com a certeza de que galgaram mais um degrau rumo à liberdade de imprensa e ao crescimento pessoal de todos, governo, imprensa comunitária e os leitores que mais que todos precisam receber informações precisas e verdadeiras