Jornalista Diná Oliveira

Nasci em Moreira Sales, Paraná. Ainda criança fomos morar em Santos, São Paulo, onde casei, tive cinco filhos, cursei a faculdade de jornalismo e morei até 1974. Vim a Brasília visitar minha irmã que morava em Ceilândia, em 1993. Ao chegar aqui fiquei encantada com o verde (estávamos no mês de Novembro e Brasília era um imenso jardim à céu aberto), com a largura das rodovias (não tinha engarrafamentos) e a hospitalidade das pessoas (a violência ainda não imperava e as pessoas sentavam nas calçadas para conversar com os vizinhos).

Em Dezembro do mesmo ano voltei para providenciar escola para as crianças e moradia, pois meu marido, após me ouvir falar com tanto entusiasmo da Capital Federal, decidiu que nos mudaríamos para cá.

Em janeiro de 1994 eu estava morando no Setor O, com meus cinco filhos. Fiquei aqui sozinha, enquanto meu esposo providenciava sua vinda.

Em maio de 1995, após vender nossa casa, seu consultório e mais alguns itens, meu marido chegou para ficarmos definitivamente em Brasília. Em Junho fiquei viúva. Com trinta anos, cinco filhos e nenhuma experiência em trabalho. Fui vendedora de livros, salgadeira, manicure, vendedora de roupas e por fim arrumei emprego como Auxiliar em um consultório dentário. Cheguei a procurar emprego como jornalista, mas era difícil pois eu não conhecia ninguém e não tinha experiência.

Em 1998 conheci meu atual marido, Eduardo Gonçalves de Oliveira. Que também era jornalista e estava trabalhando em outra área. Apaixonados por escrever, fomos trabalhar no Jornal Ceilandense, que era de propriedade do Dr. Aldêmio Ogliari. Fomos ser contato publicitário.

Em 2003 fundamos o Jornal Notícias de Brasília. Em 2005 nos reunimos com alguns jornais e fundamos a COOPJARCE – Cooperativa dos Jornais Alternativos e Revistas de Ceilândia, Entorno e Distrito Federal e nos tornamos proprietários do Jornal Ceilandense e continuamos nossa luta por uma profissão dura de ser reconhecida, em um veículo comunitário que não recebe o verdadeiro valor dos governantes e continuamos acreditando que o povo brasiliense pode muito, só não consegue enxergar seu verdadeiro tamanho.